Competição - Tomiauto/Total

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António Nunes surpreendido PDF Imprimir e-mail

Depois de uma temporada de retiro e de acompanhar o seu irmão, o gosto pelo automobilismo foi mais forte e o ano de 2010 marca o seu regresso ao asfalto.

António Nunes, que optou por dar o salto dos S1600 para o Agrupamento de Produção esta temporada, juntou-se ao competitivo leque de pilotos que lutam pelo título dos Grupo N e, com um novíssimo Mitsubishi Lancer Evolution X, não esteve muito longe da vitória na primeira prova do ano. O Rali Porto Santo Line abria as hostilidades automobilísticas e o mais velhos dos Nunes tinha João Magalhães, Rui Pinto e Filipe Freitas como adversários a bater, esperando-se que conseguisse acompanhar o ritmo dos mais rápidos. Liderou o rali até à última prova especial onde, muito por causa de uns chuviscos apanhados, viria a descer para o segundo posto, ainda assim um bom resultado para um regresso e estreia com uma nova viatura. No Rali Porto Santo Line “…as coisas correram-nos bem e conseguimos liderar durante quase todo o rali a produção, não sabia bem onde nos íamos posicionar pois tudo era uma incógnita…”, adiantou-nos o piloto, confessando ainda que acabaria “…um pouco surpreendido com a posição que ocupamos mas ainda há muito trabalho pela frente e muito a melhorar…”. Uma das partes a ser melhorada é a afinação da viatura japonesa, uma vez que “…ainda tudo é novo. Não creio que tivéssemos a afinação certa no Porto Santo, como também não deveremos acertar aqui à primeira, portanto a maior dificuldade será mesmo encontrar uma boa afinação para termos um bom ritmo…”, juntando-se a isto o facto de “…ainda não senti que estivéssemos a imprimir um ritmo muito forte…”. Sendo uma prova adjectivada de “atípica”, a primeira prova do Campeonato de Ralis Coral acaba por não poder servir de exemplo para as restantes provas da temporada e, por entre muitas dificuldades, Nunes conta com um ano de ausência que afecta “…o ritmo, no regresso não é o mesmo...” e “…a paragem vai reflectir-se mais aqui nos ditos "ralis tradicionais", uma vez que o Porto Santo é atípico para toda a gente…”. A maneira de contrariar a falta de conhecimento na viatura passa por “…melhorar a minha condução e as afinações do carro…” já para o Rali da Camacha, prova onde “…os pilotos que estão há mais anos neste agrupamento se vão destacar…”, mas “…nós vamos dar o nosso melhor…”, sublinhou o piloto. No que diz respeito aos objectivos para a temporada a decorrer, António afirma que “…os objectivos de todos os pilotos são sempre os mesmos, mas só um é que consegue. Nós damos sempre o nosso melhor, como todos os outros, depois vamos ver onde é que isso nos coloca na tabela de classificação…”. No fim fica um “…grande agradecimento aos nossos patrocinadores pois sem eles não seria possível termos este projecto, à nossa equipa de mecânicos sempre incansável e muito competente, a todos os nossos familiares e amigos bem como aos verdadeiros apoiantes da nossa equipa…”. António Nunes que, apesar de ter sido navegado por Henrique Freitas, terá Roberto Castro na bacquet do lado direito já na próxima prova do campeonato.

Por: Angelo Abreu